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Sismo no Irão e Iraque: pesar do Papa pelas mais de 450 vítimas

Edifícios destruídos na cidade de Pole-Zahab, Irão

O Pontífice expressa seu pesar pelas vítimas do terremoto que este domingo (12/11) sacudiu a zona limítrofe entre Irã e Iraque. Num telegrama enviado aos dois países do Golfo – assinado pelo secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin –, o Papa se diz “profundamente entristecido” ao tomar conhecimento do abalo sísmico e assegura sua proximidade a todas as vítimas desta tragédia.

Ao manifestar seu pesar a quem perdeu seus entes queridos, Francisco reza pelas vítimas e as confia à Misericórdia do Todo-Poderoso e invoca a bênção divina aos feridos e às autoridades envolvidas nas operações de socorro.

O balanço provisório das vítimas subiu para mais de 450 mortos e mais de 7.000 feridos. O movimento telúrico, de magnitude 7.3 na escala Richter, com profundidade de 23Km, teve seu epicentro em Penjwin, na província iraquiana de Sulaimaniyah, mas as consequências mais graves foram registradas no vizinho Irão. O sismo foi sentido em toda a Ásia central e as réplicas do abalo sísmico – mais de 135 – continuam nestas horas.

A situação mais grave até agora regista-se na cidade montanhosa de Sarpol-e Zahab, onde a única estrada de acesso foi destruída e metade dos edifícios desabou. 149 até agora as vítimas nesta localidade, enquanto que são cerca de 60 mortos no restante da província de Kermanshah. "Os danos causados por este terremoto são ingentes ", diz Dom Leo Boccardi, Núncio apostólico em Teerão, “até o momento, as notícias que chegam são muito fragmentárias, as comunicações estão interrompidas; as linhas telefónicas não funcionavam”, afirma.

Não sabemos exactamente a amplidão do fenómeno, porém, é certo que todas as cidades daquela área ocidental do Irã foram atingidas e se contam os mortos. Portanto, é um fenómeno muito difuso, não foi atingida somente uma cidade, acrescenta o núncio apostólico.

A maior parte dos feridos foi transferida para a capital Teerã e cidades vizinhas. O Aiatolá Ali Khamenei exortou “todas as forças do país” a entrar em acção para tirar quem se encontra sob os escombros. Por sua vez, o Presidente Hassan Rohani criou um Comitê de crise para enfrentar a emergência e esta terça-feira chegará à zona atingida.


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